PanoraMix

Versão de impressãoVersão de impressãoEnviar por e-mailEnviar por e-mail

 

 

 

Introdução e Propósito

"PanoraMix", designação obtida pela conjugação das palavras "panorama" e "mix" (de "mistura"), evocando de forma acidental mas sujestiva o caldeirão do druida dos contos de Urdezo e Goscinni, consiste numa camada para a aplicação de realidade aumentada Layar em que se mesclam diversas fontes de informação publicamente acessíveis tendo em vista solucionar um problema frequente para quem gosta de observação panorâmica e da paisagem e uma vez atingido num ponto de vista privilegiado (Serra, Miradouro etc...) se confronta entre outras com as seguinte dúvidas-tipo: "o que é que posso ver daqui? Aquela elevação acolá, como se chama? Em que direcção fica X, Y ou Z? Aquela praia a quantos quilómetros de distância está? Em que direcção posso encontrar a localidade W?"

Totalizando 15616 pontos de interesse do território de Portugal Continental, a informação é pesquisável por palavra-chave e bem assim filtrável, sendo organizada em categorias, para as quais fornecemos infra elementos quanto à origem e fiabilidade dos dados bem como ao tipo de informação disponível e à forma como está se apresenta e codifica.

Para uma compreensão do funcionamento vejam-se as capturas de ecrã da interface e leiam-se as "Dúvidas Comuns", infra. No essencial, o Layar permite combinar bússola, sensor de orientação, GPS, ligação à Internet e câmara fotográfica integrados no telefone para opôr etiquetas identificativas numa imagem real da paisagem conforme esta se apresenta na direcção em que a cada instante olha.

OBTENHA O LAYAR AQUI

Capturas de ecrã

Captura de ecrã 1  Captura de ecrã 2  Captura de ecrã 3  Captura de ecrã 4  Captura de ecrã 5 
Clique sobre as imagens para aumentar.

 

1. Vértices Geodésicos

1.1 Fonte

Incorporam-se os dados do levantamento do Instituto Geográfico Português (IGEO) relativamente à Rede Geodésica Nacional.

1.2 Fiabilidade dos dados

Trata-se da maior possível no que à qualidade da informação georeferenciada diz respeito. Optou-se por fornecer como altitude de ancoragem o valor elipsoidal, por estar mais próximo do valor devolvido pelos dispositivos GPS. A versão dos dados usada é a datada de Março de 2012.

1.3 Informação inclusa

 Os vértices foram repartidos nas três categorias a que dizem respeito:

  • Vértices Geodésicos de 1ª Ordem. Totalizando 312 entradas
  • Vértices Geodésicos de 2ª Ordem. Totalizando 922 entradas
  • Vértices Geodésicos de 3ª Ordem. Totalizando 6740 entradas

Para cada um fornecem-se os seguintes elementos:

  • Nome. Designação pela qual é conhecido. Tipicamente o nome da localidade mais próxima ou da característica geomorfológica onde se implanta.
  • Ordem de importância. 1ª, 2ª ou 3ª. Tipicamente quanto maior for a ordem mais elevado o ponto de implantação, factor que se justifica pela técnica de triangulação originalmente empregue que pressupõe o cálculo da distância pela medida dos ângulos entre os diversos vértices. Para determinar a localização de um vértice era portanto necessário ter em linha de vista pelo menos outros dois. Os triângulos primários têm, por necessidade, lados maiores.
  • Enquadramento administrativo do local. Obtido a partir dos limites definidos na Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), v. 2012, segundo a convenção DISTRITO/MUNICÍPIO/FREGUESIA.
  • Coordenadas em formato decimal. Sem prejuízo da possibilidade de o utilizador poder seleccionar para cada ponto na interface  a opção "Leve-me até lá" - que passa esta informação automaticamente aos programas que possa ter instalados no seu dispositivo (e.g. Google Maps, TMN Drive etc) de forma a obter instruções de condução - entendemos útil declarar esta informação por extenso, permitindo a anotação manual e eventualmente o uso noutros dispositivos (e.g. GPSR).
  • Altura do artefacto/construção "vértice geodésico".
  • Altitude a que implanta a sua base (o "chão").
  • Altitude do topo da construção. Tanto ortométrica (elevação do terreno por referência à superfície de um geóide de referência, o valor mais comummente declarado) como elipsoidal (consoante determinada pelo modelo usado pela constelação GPS e normalmente devolvida por este tipo de dispositivos).
  • Fotografia. Para 1127 vértices é possível visualizar a miniatura da fotografia com o ambiente de implantação circundante, consoante fornecida pelo IGEO.

 

Exemplo de uma entrada:
Título: ÁGUA NEGRA
Descrição: V.G. 1ª Ord. :: BEJA/SERPA/VILA NOVA DE SÃO BENTO :: 37.7947393889 -7.4505208611 :: Altura: 8,29 m.
Nota de rodapé: Altitudes (m.): 252,82 (Ort. Base) / 261,11 (Ort.Topo) / 316,01 (Elip. Topo)
 

1.4 Acções disponiveis:

  • "Ver Página de Detalhes no IGEO". Para 1127 vértices está disponível a ligação para acesso directo à respectiva ficha pormenorizada no sítio do IGEO. Sobre esta há a notar que a sua formatação está optimizada para Internet Explorer, os demais navegadores, inclusive todos os disponíveis para dispositivo móvel, deverão exibir a informação deficientemente formatada.
  • "Pesquisar no Google" pelo nome. Para os vértices que não dispõem de página de detalhes no IGEO.
  • "Leve-me até lá". Permite passar as coordenadas de um vértice visível à distância a um terceiro programa (e.g. Locus, GMaps..), de forma a conhecer o melhor caminho a trilhar para chegar até ele.

1.5 Infografia

Cada vértice é representado através de um modelo-tipo tridimensional para o aspecto e dimensão da respectiva ordem. Na medida em que seria difícil atender a cada uma das particularidades, adoptou-se como valor de referência da respectiva altura ora a mediana dos valores (2,55 metros para os vértices de 3ª Ordem, 2,68 metros para os vértices de segunda ordem) ora um valor intuitivamente obtido pelo valor intermédio entre a média e a mediana (caso dos vértices de 1ª ordem, com 3,68 metros). Quanto à forma, os vértices de 1ª ordem são todos representados como pirâmides e os de 2ª e 3ª como do tipo bolembreano.


Leg.: Modelos 3D correspondentes à representação gráfica dos vértices geodésicos de 1ª, 2ª e 3ª Ordem, respectivamente.

 

2. Elevações (geomorfologia)

2.1 Fonte

Usou-se como fonte a base de dados Geonames. Mais especificamente, incluiram-se as 1559 entradas classificadas nas categorias descritas infra, em 2.3. Os dados altimétricos foram obtidos a partir da última versão da SRTM.

2.2 Fiabilidade dos dados

Baixa, tanto a nível da precisão (coordenadas pouco exactas) como da exaustão (levantamento parcial). Deverá ser no entanto suficiente para a a identificação à distância.

2.3 Informação disponibilizada

  • Nome pelo qual a elevação é conhecida.
  • Tipologia abreviada, consoante inclusa no Geonames, segundo a convenção:
    • HLL(S) - Hill(s). Monte ou Montes.
    • MT(S) - Mountain(s). Montanha ou Montanhas.
    • PASS - Passagem de Montanha.
    • PK(S) - Peak(s). Pico(s).
    • PLAT - Plateau. Planalto.
    • RDGE - Ridge. Arrife, Lomba, Serra.
  • Enquadramento administrativo do local (obtido a partir dos limites definidos na CAOP) segundo a convenção DISTRITO/MUNICÍPIO/FREGUESIA.
  • Coordenadas geográficas (latitude e longitude) em formato decimal.
  • Altitude (obtida a partir do SRTM).
     

Exemplo:
Título: Monte Senhora da Lapa
Descrição: HLL :: AVEIRO/CASTELO DE PAIVA/REAL :: 41,00382 -8,28407
Rodapé: Alt.: 351,7 m.

2.4 Acções disponiveis

  • "Leve-me até lá".
  • "Pesquisar no Google" pelo nome.

2.5 Infografia

Representação à escala da respectiva altitude máxima, consoante a distância a que se encontra do ponto de observação.

 

3. Localidades

3.1 Fonte

Para auxílio da identificação das localidades no horizonte optou-se por ora por usar como fonte a C.A.O.P. 2012. Obtiveram-se assim 4050 registos de localidades sedes de freguesia, das quais 278 constituindo simultaneamente sedes de concelho. É feita a respectiva diferenciação.

3.2 Fiabilidade dos dados

Elevada.

3.3 Informação disponibilizada

  • Nome
  • Descriminação de se trata apenas de sede de freguesia ("Sede Freg".) e ou de concelho ("Freguesia Sede de Conc.").
  • Enquadramento administrativo do local. Obtido a partir dos limites definidos na CAOPl, v. 2012) segundo a convenção DISTRITO/MUNICÍPIO/FREGUESIA.
  • Área da freguesia (em hectares).
  • Número identificador Dicofre.
  • Coordenadas geográficas (latitude e longitude) em formato decimal.
  • Altitude (em metros).

Exemplo:
Título: AGADÃO
Sede Freg. :: AVEIRO/ÁGUEDA/AGADÃO  :: Área (ha): 3939.87 :: Dicofre: 010101 :: 40,5410945058  -8,3153733085
Alt.: 165,788 m.

3.4 Acções disponiveis

  • "Leve-me até lá".
  • "Pesquisar no Google" pelo nome.

 

3.5 Infografia

C = Freguesia Sede de Concelho
F = Localidade Sede de Freguesia
Representação à escala, consoante a distância (admitindo uma altura convencional para o objecto de 25 metros) a que se encontra do ponto de observação.

 

4. Faróis

4.1 Fonte:

Quarenta e quatro registos, provindos da informação disponibilizada pela Associação Nacional de Cruzeiros.

4.2 Fiabilidade dos dados

Elevada.

4.3 Informação disponibilizada

  • Nome
  • Referência pela qual é internacionalmente conhecido (prefixo "D-").
  • Enquadramento administrativo do local (obtido a partir dos limites definidos na CAOP) segundo a convenção DISTRITO/MUNICÍPIO/FREGUESIA.
  • Coordenadas geográficas (latitude e longitude) em formato decimal.
  • Ordem de importância do farol.
  • Características do aparelho óptico (quando disponíveis).
  • Descrição sucinta do aspecto.
  • Altura da edificação.
  • Alcance do feixe luminoso em milhas náuticas (M).
  • Altitude de implantação em metros (m.)

Exemplo:
Título: Alfanzina (Farol)
Descrição: Farol D-2708 :: FARO/LAGOA/CARVOEIRO :: 37,086733 :: -8,442617 :: 3ª ordem grande modelo 500mm :: Torre branca, quadrangular, em alvenaria, com edifício anexo encimada por uma lanterna cilíndrica vermelha
Rodapé: Altura: 23m. Alcance: 22M. Altitude: 63 m.

4.4 Acções disponiveis

  • "Leve-me até lá."
  • "Pesquisar no Google" pelo nome.

4.5 Infografia

Representação à escala, consoante a respectiva altura e a distância a que se encontra do ponto de observação.

 

5. Fortificações

5.1 Fonte

Usámos 642 registos, correspondentes à base por nós mantida de Castelos e Fortificações de Portugal Continental.

5.2 Fiabilidade dos dados

Boa.

5.3 Informação disponibilizada

  • Nome
  • Tipologia, dada a seguir ao nome, após o "-".
  • Enquadramento administrativo do local (obtido a partir dos limites definidos na CAOP 2012) segundo a convenção DISTRTO/MUNICÍPIO/FREGUESIA.
  • Coordenadas geográficas (latitude e longitude) em formato decimal.
  • Altitude (obtida a partir do SRTM).

Exemplo:
Título: Abrantes - Castelo
Descrição: SANTARÉM/ABRANTES/ABRANTES (SÃO JOÃO)  ::  39,464381  -8,194486
Rodapé: Alt: 39 m.

 

5.4 Acções disponiveis

  • "Ver na página do IGESPAR." Ligação directa para a respectiva página descritiva mantida pelo IGESPAR (181 casos).
  • "Pesquisar no Google", pelo nome.
  • "Leve-me lá."

5.5 Infografia

Representação à escala, admitindo uma altura e largura convencionais de 25 metros do objecto virtual, consoante a distância a que se encontra do ponto de observação.

 

6. Linha de Costa

6.1 Fontes

Usaram-se os dados do Atlas Costeiro de Portugal Continental, elaborado pelo MARETEC/Inst. Superior Técnico, complementados por algumas dezenas de entradas Geonames, num total de 1147 registos.

6.2 Fiabilidade dos dados

Maioritariamente elevada.

6.3 Informação disponibilizada

  • Nome
  • Descritivo da morfologia
  • Enquadramento administrativo do local (obtido a partir dos limites definidos na Carta Administrativa Oficial de Portugal, v. 2012) segundo a convenção DISTRITO/MUNICÍPIO/FREGUESIA.
  • Tipologia abreviada, consoante inclusa no Geonames, segundo a convenção:
    • BAY. Baía.
    • COVE. Angra.
    • ISL(S). Island(s). Ilha(s).
  • Coordenadas geográficas (latitude e longitude) em formato decimal.

Exemplo:
Título: praia de s. Cruz
Descrição: Linha de Costa: PRAIAS  DISSIPATIVAS DE AREIA FINA A MÉDIA EXPOSTAS :: LISBOA/TORRES VEDRAS/A DOS CUNHADOS :: 39.1469293163  -9.3743170644
Rodapé: Fonte:  "Atlas Costeiro", MARETEC - IST


 

6.4 Acções disponiveis

  • "Ver Imagem de Alta Resolução" do local. 550 entradas.
  • "Pesquisar no Google" pelo nome. Restantes registos.
  • "Leve-me lá."

6.5 Infografia

Representação à escala, admintido uma altitude 0 e uma altura convencional de 25 metros do objecto virtual, consoante a distância a que se encontra do ponto de observação.

6.6 Nota particular

Tendo como fonte um atlas de sensibilidade ambiental, os dados estão compartidos por pontos-chave. Resultando assim que para um troço de praia extenso, quando as características do mesmos sejam diferenciadas, sejam por vezes dadas múltiplas referências, tantas quanto as características particularmente identificadas. Por outro lado todos os nomes são dados em minúsculas.

 

7. Corpos de Água Interiores

7.1 Fonte(s)

Para as barragens usaram-se os dados coligidos pelos utilizadores do antigo portalppc, obtidos a partir da listagem da Wikipédia (194 entradas). Acrescem 162 registos obtidos a partir do Geonames.

7.2 Fiabilidade dos dados

Boa a Baixa.

7.3 Informação inclusa

  • Nome
  • Tipologia abreviada, consoante inclusa no Geonames, segundo a convenção:
    • CNL - Channel. Canal.
    • CNLI - Irrigation Channel. Canal de Irrigação
    • LGN(S) - Lagoon(s). Lagoa(s)
    • LK(S) - Lake(s). Lago(s)
    • MRSH - Marsh. Zona Pantanosa.
    • PND - Pond. Paúl.
  • Enquadramento administrativo do local (obtido a partir dos limites definidos na CAOP 2012) segundo a convenção DISTRTO/MUNICÍPIO/FREGUESIA.
  • Coordenadas geográficas (latitude e longitude) em formato decimal.
  • Altitude (obtida a partir do SRTM).

Exemplo:
Título: Lagoa da Vela
Descrição: LK ::  COIMBRA/FIGUEIRA DA FOZ/BOM SUCESSO  ::  40,26931  -8,79187
Rodapé: Altitude:  43m.

7.4 Acções disponiveis

  • "Pesquisar no Google" pelo nome.
  • "Leve-me lá."

7.5 Infografia

Representação proporcional à distância a que se encontra do ponto de observação.

 

Dúvidas Comuns

P: Porque lhe chamam "realidade aumentada"? Esperava mais...

R: A expressão "realidade aumentada" diz eminentemente respeito à possibilidade de opôr informação multimédia contextual ao ambiente real em que o utilizador se encontra imerso. Nesta medida, conjugando a tecnologia GPS, a bússola e os sensores de orientação com a câmara do telefone que possibilitam sobrepôr dados que permitam melhorar a compreensão da realidade conforme esta se apresenta aos nossos olhos é possível falar da existência de "realidade aumentada". Naturalmente, no plano da interacção, as possibilidades directamente consagradas pela presente camada estão de alguma forma paliadas, sonegando designadamente a hipótese de interacção sobre o próprio conteúdo (e.g. contemplando um sistema de comentário ou registo de notas ou fotos por parte do utilizador) seja com outros utilizadores (e.g. permitindo a partilha num espaço comum dos anteriores ou permitindo contactar com outros utilizadores nas imediações, à semelhança por ex. do FourSquare ou das funcionalidades do Google Latitude). Mais interessante, do ponto de vista da construção do conhecimento, seria ainda retirar partido da tecnologia do Layar por forma a gerar determinadas acções e animações perante o reconhecimento fotográfico automático de características específicas do cenário em observação (e.g. construir um guia de observação da paisagem do Vale do Zêzere ou da fachada de um dado castelo, chamando a atenção para dadas particularidades da sua construção). Tal ambição, porém, está para além do nosso escopo e meios imediatos.

 

Limitações Conhecidas

  1. Nalgumas versões do cliente Layar, mormente para Android, os objectos surgem sempre representados por referência não à sua altitude real de implantação mas à altitude em que o utilizador se encontra. Esta situação foi superada na v. 6.2.4.
  2. Em função do ponto anterior, a representação das "Elevações" pode em certos casos obstacular parcialmente o horizonte.